Morte e tomilho
A terra cheirava a tomilho e a morte,
a feno e a vento,
do regato elevou-se a alma da minha mãe
e foi por cima das árvores como nos tempos
da Primavera desanuviada e amarga.
A terra cheirava a tomilho e a morte
e ninguém veio com um cesto,
para a levar para casa.
Porque o porco é muito valioso,
não levaram terra para casa,
não levaram a terra que cheirava a morte e a tomilho.
Olhei por entre os carvalhos
para a aldeia lá em baixo.
Ouvi as trompetes da quermesse
e os trombones da carne defumada,
e ouvi estalar as salsichas
e as tábuas do recinto do baile
na risada do padre.
Sobre uma pedra
dormi eu passados mil anos.
Ninguém veio buscar um bocado de terra
que cheirava a morte e a tomilho.
Thomas Bernard
NA TERRA E NO INFERNO
Assírio & Alvim
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
-
Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 18 horas
Sem comentários:
Enviar um comentário