hoje a paisagem flutuante e mutante está invisível
não são as brumas
nem a neve aos flocos
nem tempestades de areias
tão pouco a chuva
a janela está fechada
hoje não me apetece ver a maternidade das gaivotas
nem os pombos alojados nos algerozes
nem
nem
amanhã devo ir para as serras
era para ser hoje
vou levar o tripé
se não me esquecer
amalia bautista / até quando?
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Até quando no túnel sem saída,
no bosque feito de espinhos, no poço?
Até quando instalada na esperança
dos que nada esperam?
Até quando perdida em labir...
Há 7 horas
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