todas as vozes se estilhaçam como pedras atiradas sobre águas paradas
todos os corações têm compartimentos secretos onde chave alguma permite a entrada
levo comigo um fio de ariadne para não me perder no mar da minha paisagem
respirar os pólens dos campos sobrevoados por sons inaudíveis dos atarefados insectos
vislumbrar o salto da lebre
a toca do grilo cantante
o restolhar que a serpente desenha no trigo decepado
rebolar pelas leves encostas das colinas verdes
fechar os olhos à luminosidade da luz que vem do alto
deixar-se possuir pelo súbito silêncio do crepúsculo tingido das cores que dizem adeus
abraçar as árvores
bertolt brecht / lista das preferências de orge
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Alegrias, as não medidas.
Peles, as não extorquidas.
Histórias, as ininteligíveis.
Conselhos, os inexequíveis.
Solteiras, as jovens.
Casadas, as que e...
Há 1 dia
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