todas as vozes se estilhaçam como pedras atiradas sobre águas paradas
todos os corações têm compartimentos secretos onde chave alguma permite a entrada
levo comigo um fio de ariadne para não me perder no mar da minha paisagem
respirar os pólens dos campos sobrevoados por sons inaudíveis dos atarefados insectos
vislumbrar o salto da lebre
a toca do grilo cantante
o restolhar que a serpente desenha no trigo decepado
rebolar pelas leves encostas das colinas verdes
fechar os olhos à luminosidade da luz que vem do alto
deixar-se possuir pelo súbito silêncio do crepúsculo tingido das cores que dizem adeus
abraçar as árvores
maria alberta menéres / água memória
-
IX
Para o mesmo caminho
por atalhos diferentes,
tu a cansada mãe,
eu pérola perdida
na escuridão do mar.
Que caminho temer
agora que chegámos?
Por d...
Há 19 horas
Sem comentários:
Enviar um comentário