Visto-me de infra-vermelhos
Para ninguém ver
As cicatrizes
AS REDUNDÂNCIAS
Das minHAs saias de açafrão
O maquinismo dos meus
cotovelos cromados
os remendos loiros
nas pontas das unhas
dos pés desgastados
pelo sucessivo
uso
de todos estes anos
em consonância
com as escadas para o céu
de joão feijão
e as minúsculas criaturas
de gulliver
os meus tornozelos
zelam pelo meu
equilíbrio
quando mudo de roupas
para o lados dos
ultra-violetas
e salto para a ilha voadora de swift
há no arco-íris da minha janela
uma asa de abelha
algumas socas de madeira
de varinas fora de tempo
GRITINHOS DE crocodilos-bébés
Retalhos de csi de todos
Os canais de entretenimento
Pelo susto
O horror
A figuração da treva
Nas costas nas entranhas
Nos cérebros
Da besta
Há uma seta que desfaz
As cores alinhadas
As combina
As faz condizer
Com o cenário previsto
mfs
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
-
Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 10 horas
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