Meu amor, vai vingar o sangue dos mártires
Antes de mereceres o refúgio dos meus seios
Possas tu morrer no campo da honra, meu amado
Para que as moças cantem a tua glória quando forem buscar
água à fonte
Ó meu amor, se nos meus braços tremes tanto
Que farás quando do choque das espadas saltarem mil faíscas?
Hoje, durante a batalha, o meu amante voltou as costas ao
inimigo
Sinto-me humilhada por tê-lo beijado ontem à noite
Regressa crivado de balas dum tenebroso fuzil
Coserei as tuas feridas e te darei a minha boca
Ó bem-amado! Se voltares as costas ao inimigo, não regresses
Vai procurar refúgio num país distante
A Voz Secreta das Mulheres Afegãs
O Suicídio e o Canto
Versão de Ana Hatherly
cavalo de ferro
antónio pedro / devagar
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Sei lá das coisas que eu não fiz, apenas
Nunca tive remorso de as fazer…
Não tenho mágoas nem penas,
Tenho apenas
Muita pena
De não ter
Esses remorsos...
Há 16 horas
2 comentários:
Belíssimo e comovente poema.
Um beijo.
Olá Graça.
Um beijo e obrigada pela visita.
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