Se eu pudesse deixar de correr
Caminhava se eu pudesse deixar de caminhar
Sentava-me à sombra da nogueira azul do céu
Se eu pudesse deitar-me deitava-me
Numa cova com a forma do meu corpo em
Repouso se eu pudesse deixar de cantar
Fechava os olhos e olhava o alto vazio
Onde não acontece nada a não ser
A conciliação provisória do caos
E da luz que não se cansa de nascer.
Casimiro de Brito
Na Via Do Mestre
fátima maldonado / são as tardes mais quentes
-
São as tardes mais quentes
que recordo
rendas pelos amor dilaceradas
tranças desfeitas e puxadas
nós fendidos, impaciência
e gritos.
A toada, dossel sob...
Há 22 horas
Sem comentários:
Enviar um comentário