Se eu pudesse deixar de correr
Caminhava se eu pudesse deixar de caminhar
Sentava-me à sombra da nogueira azul do céu
Se eu pudesse deitar-me deitava-me
Numa cova com a forma do meu corpo em
Repouso se eu pudesse deixar de cantar
Fechava os olhos e olhava o alto vazio
Onde não acontece nada a não ser
A conciliação provisória do caos
E da luz que não se cansa de nascer.
Casimiro de Brito
Na Via Do Mestre
franz kafka / diários
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1911, 19 de janeiro
Como pareço estar completamente arrumado – durante o ano passado não estive
acordado mais do que cinco minutos – terei de desejar...
Há 9 horas
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