REVISITAÇÕES
Se eu como ele, o meu amor
tão anterior assim ao próprio amor,
o cajado e a pele por simbólica mão,
e o perfume que em mim,
então,
talvez eu te fizesse
sentir sem que o soubesse,
ao certo,
a chamamento à noite, falar
muito de noite e nela adormecer.
Longuíssima e final. Mas nova sempre.
Reencarnando os tempos e as datas.
De memórias tão curtas. E do fim
mais final do esquecimento.
Ter encontrado há pouco coisa dada
há quantos anos? Trinta?
«Não te esqueças de mim.».
de Às Vezes o Paraíso
Ana Luísa Amaral
Anos 90 e agora
Uma Antologia da Nova Poesia Portuguesa
edições quasi
josé gomes ferreira / cidade inexacta
-
XXIX
O segredo
está em não deixar o tempo devorar-me,
mas devorá-lo eu
com dentes de terra
e medo.
Mastigar tudo,
as sombras, as bocas,
as pedras,
o...
Há 20 horas
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