os homens trazem pastas cheias de mentiras coloridas
vendem-nas às mulheres desprevenidas
assobiam estridentes fados e outras cantorias
lambem os lóbulos das princesas expectantes
dão-lhes rebuçados de cicuta cor de ouro velho
entrançam-lhes os sentidos e as veredas desejadas
os homens cantarolam velhos romances de pacotilha
içam o baloiço dos contentamentos estonteantes
enlaçam as noivas e as viúvas de mansinho
suspiram no pescoço das namoradas palpitantes
seguram-lhes os seios em lasciva guerrilha
sobre elas cavalgam como potros em cio
ressonam longamente
esquecem as noites de amor
partem para outras paisagens
tomam banho nas casas das esposas
mfs
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
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Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 19 horas
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