os amantes intemporais olham as linhas desencontradas
nos horizontes nublados
ligeiros suspiros das andorinhas em voos rasantes
relembram-lhes os sonhos encapelados
quando o amor rugia nos sangues em revolução
as salgadas franjas das ondas que se esfarrapam
e esvoaçam junto aos pés dos enamorados silenciosos
transportam consigo os sons subterrâneos
dos profundos destinos escondidos na invisibilidade
nada permanece nas paisagens esfumadas
esboroam-se as memórias
caem os horizontes
calam-se as andorinhas
os sonhos desenham volutas esmaecidas
mfs
fernando alves dos santos / irmão
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De Espanha me chama meu irmão,
chamamento andaluz
que vem de Leão.
A voz aranha do meu quintal
se enleia esbelta
no frágil pardal.
Baixelas de prata d...
Há 14 horas

