a rosa tinha no seu ventre uma rosa
uma rosa que sangrava ouro
que juntava céu e mar montanhas e lagos
que roubava as cores das romãs maduras
que luziam seus dentes de rubi transparente
que reflectiam sobre a rosa a bendição das fadas
que abriam suas asas sobre o perfume
segregado pelo ventre da rosa onde outra rosa
florescia
mfs
antónio franco alexandre / segundas moradas
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ligeiramente suspenso, pensei: nunca mais
poderei esquecê-lo, as longas, secas
estradas; os passos na água, nus,
e a perfeita esfera dos versos;
o i...
Há 1 dia
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