a poalha em vagas de densidade variada
desce do interior dos olhos
até ao rebordo da pálpebra inferior
entorna-se pelas pestanas descompassadas
desliza pela olheira azulada
a poalha cria um regato brilhante
na paisagem do rosto sem luz
pinga até ao primeiro obstáculo
quando seca deixa no seu rasto cristais
a poalha lava os olhos
lava a alma
desfaz os nós das entrelinhas
e como dizia alguém tem a
mesma composição química
qualquer que seja a sua fonte
m.f.s.
antónio dacosta / no meio das águas
-
NO MEIO das águas está a fresca ilha
Onde do leite de sereia mamaste
No seio daquela que de lá o trouxe
Pobre de ti das praias ardentes esquecido
Da D...
Há 14 horas
1 comentário:
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
Como diria o António Gedeão...
Enviar um comentário