Se eu como ele, o meu amor tão anterior assim ao próprio amor, o cajado e a pele por simbólica mão, e o perfume que em mim, então,
talvez eu te fizesse sentir sem que o soubesse, ao certo, a chamamento à noite, falar muito de noite e nela adormecer. Longuíssima e final. Mas nova sempre. Reencarnando os tempos e as datas.
De memórias tão curtas. E do fim mais final do esquecimento. Ter encontrado há pouco coisa dada há quantos anos? Trinta? «Não te esqueças de mim.».
de Às Vezes o Paraíso
Ana Luísa Amaral Anos 90 e agora Uma Antologia da Nova Poesia Portuguesa edições quasi
Para lá, virámos a NE na bifurcação. A caligrafia era agreste: montanhas de terra que secara até ser pedra e pó no ar uivante; inverosímeis montanhas escritas por uma tinta baça e rala, as acácias breves já encurvadas pelo Cão do Vento. As letras do verde ardiam sob a cinza que é a das casas, e cintilavam o ouro mínimo como se fossem riscos no olhar que as claras cabras negras escreviam. Na estrada, por entre as casas, subindo os montes as jovens gentes olhavam-nos límpidas e éramos por isso humanos: eles, nós criaturas incriadas, abertas ao pequeno espanto feliz, à alegria distraída da vida viva.
Íamos ao encontro de duas paisagens que a estrada liga e dobra uma sobre a outra. A segunda era a curta beleza de uma enseada com palmeiras; uma praia branca aberta contra a montanha terrosa: o mar doméstico e os barcos do ócio.
Para cá, pelo oriente da ilha, uma larga curva atirou-nos contra a alta figura do mar que do céu se despenhava. Uma, várias vezes o perdemos e o reencontrámos. Rasgava, entre os ombros dos sucessivos corpos da terra que se deita, pequenas baías negras pontes sobre rios já nenhum, e a seguir súbitos palmares ainda verdes e já o ouro envelhecido, debotado, pobre. E eram de novo as casas, as casas cinza inúmeras: do piso térreo erguem-se os cabos que no ar escrevem em vão o piso ausente. Os artífices, os habitantes emigram para longes terras ou habitam resistentes as casas incompletas.
Foras ao encontro de duas paisagens que a mesma estrada separa e dobra uma sobre a outra. Esta, a primeira aquela que agora outra vez regressa era uma ferida mortal que degenerou ainda. O tempo dos assassinos gravou-a na terra estancada, bebida até ao osso dos dentes. É uma ferida mortal que degenerou para além do assassínio. Parece que tudo em volta infectou: as mães gastas e as crianças estridentes. O mundo cicatriza nas árvores embranquecidas de velhas: uma simetria sem folhas, uma sequer. Cicatriza nas portas de ferro, no ferrolho nas grades inúteis contra o silêncio e a sombra morta das celas, nas ondas paradas e estéreis dos telhados de cimento e zinco; no calor, no vento e na poeira. Cicatriza na carcaça de uma máquina abandonada roída como as ossadas de um animal aquecido até àquele negro branco que a vida abandonou para pasto do monstruoso sol.
fátima maldonado / são as tardes mais quentes
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São as tardes mais quentes
que recordo
rendas pelos amor dilaceradas
tranças desfeitas e puxadas
nós fendidos, impaciência
e gritos.
A toada, dossel sob...
Penjelasan lebih dalam mengenai hukum newton
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Newton
Force adalah kuantitas yang diukur dengan menggunakan unit metrik standar
yang dikenal sebagai Newton. Sebuah Newton disingkat oleh "N." Untuk
m...
EDITORA LIVROS CAPITAL
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Depois de ter editado o ano passado o livro* Algarve - 12 Poetas a Sul do
Século XXI*, a *Editora* *Livros Capital* renasceu, agora pela mão do
editor ...
The End
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O "Câmara Corporativa", a minha "consciência" politica, na bloga, retomou a
sua actividade.
Percebe-se que integra técnicos informáticos, designers capaz...
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