quarta-feira, agosto 17, 2011

http://thisiscolossal.com/2011/03/immense-paper-cut-tapestries-by-tomoko-shioyasu/

domingo, agosto 14, 2011

....

há algum tempo atrás voltamos ao mexicano

resolvemos ir ver uma exposição
quando procuramos o horário verificamos que estava fechado ao domingo

bah

hoje fiz dois desenhitos
está difícil vencer a inércia

a minha conta no flickr acabou
para renová-la é sempre uma maçada porque tem de ser em reais
apre!


Joy Division - New Dawn Fades

perguntas

continuo a fazer-me perguntas
cujas respostas não terei

dentro da minha máquina de pensar
passeiam por vezes
visitantes não solicitados

não gosto

a minha planície tem de estar limpa
de interferências

quero desenhar-lhe as minhas
preciosas ironias
os meus medos
ou não medos

sexta-feira, agosto 12, 2011

ah

todas as manhãs, às vezes antes
de tomar o café
lá vou eu cumprimentar as plantas da varanda
e do jardinzinho

falo com estes seres magníficos

as petúnias presenteiam-me com um perfume
leve
místico
purificador

hoje andei a fotografar os bambus da varanda

tinham nalgumas folhas umas gotículas como pérolas de cristal

fazem uma cortina verde à frente da porta do meu quarto
que me dispõe bem

domingo, agosto 07, 2011

pensamento deante do monitor

A matéria das horas esgarça-se
Como os panos de cozinha
Envelhecidos

Nos espaços entre as suas fibras
Desenvolvem-se dias
Sem fim
Até ao fim

ffg

terça-feira, agosto 02, 2011

2 de agosto

hoje faço anos
um casal de língua espanhola que vive na nova zelândia
e que veio passar férias a singapura
vêm jantar connosco
a gisela é que vai fazer o jantar

ele, o daniel, é uma pessoa bem disposta

ficaram em casa do martin, aqui ao lado
mas depois vêm para cá

hoje já fiz o transplante de duas plantas

exceptuando um grupo de petúnias que está a morrer, todas as plantas estão a dar-se bem
talvez compremos também uma bananeira.
isto é realmente muito agradável para mim, o contacto com as plantas

gostava de ter um gatinho
mas não é possível
às tantas fugia
isto não é um apartamento

os gatos da rua aparecem muitas vezes por aí

tenho comprado algumas revistas de arte
é bom folhear revistas, livros, jornais
e não recorrer só à internet

algumas formas de arte deixam-me indiferente
outras, infelizmente causam-me uma certa "repulsa" lamento dizê-lo
pois tenho um leque muito alargado de preferências estéticas

esta minha reacção incomoda-me
mas...que fazer?

Estou a gostar muito dos trabalhos de alguns arquitectos
de alguns escultores
e de certas instalações

alguns desses trabalhos emocionam-me muito e dão-me um agradável deleite
o que me põe em paz com a humanidade, parte dela, claro

até ver

segunda-feira, agosto 01, 2011

hoje

são 10:42 da manhã
acordei mais bem disposta
já visitei o jardim

preciso de fazer várias coisas
o problema é escolher qual delas faço primeiro

estou a ouvir beethoven para lavar a alma

o jantar correu-lhes muito bem na casa do senhor da trotinette
que tem 4 andares

apre

o sr. é advogado e tem uma cunhada chefe de cozinha

comeram mexilhões

acho que vou escolher o que fazer primeiro pelo método da cara ou coroa

domingo, julho 31, 2011

ontem

ontem foi dia de paródia
vieram uns amigos da nova zelândia e para os receber convidaram outros para a festa
hoje é o descanso
ando a ver séries novas

recomecei a pintalgar mas hoje não fiz nada.
o senhor da trotinette apareceu aí ontem e convidou-os para jantar, com os amigos e os vizinhos

ando mesmo aborrecida
meio deprimida, mas fazendo um esforço para reagir

que maçada tudo me aborrece

bem vou ver mais um episódio da série americana em que um dos protagonistas anda sempre com os olhos arregalados para se ver como são tão azuis
cheia de receitas

eles tem muitas receitas de séries
é o pronto a servir

olhe, onde fica a secção dos malandros inesperados?
e a das conversas enganadoras
dos indícios falsos...
é só escolher e tem-se uma série de plástico

ah, não esquecer o herói com um problema a resolver na vida dele que o mantém sempre em suspense enquanto se desenrola a trama de cada episódio
funciona como um pano de fundo que às vezes fica em primeiro plano

nesta série as meninas heroínas ou não assemelham-se bastante
carinhas rechonchudas, olhos claros, cabelos escuros
pode ser que apareçam outras de outro estilo lá mais para a frente.

os heróis são escorreitos, boa cara, bom físico, umas vezes coitadinhos
outras indignos de confiança

sábado, julho 30, 2011

criar



com a plantação feita no jardinzinho
sobrou muita terra que foi colocada em sacos de plástico
junto ao caixote do lixo fornecido pela entidade responsével

os dias passavam e os homens do lixo não levavam os sacos

o mário começou a pensar como resolver o assunto

finalmente a sua veia de artista/arquitecto teve várias ideias

e começou a trabalhar

irei mostrando como a ideia se foi concretizando

escrito

Mesmo
Mesmo que te
Doam os artelhos
O ombro direito
A ponta dos cabelos

Vai

Vai por aquela senda verde
Aquele caminho de algas

Corre
Mesmo que te doam os artelhos

Vai até ao cume das nuvens
Encavalitadas
Nos rastos de sol
Em horizontes de fogo

Agarra-te às ventanias
Rodopiantes

Deixa que as folhas que planam
Nos teus olhos
Te transportem
Ao interior
De ti

Que nunca viste
Nem pressentiste
Que ignoraste enquanto
Ser sem asas
Rastejante criatura
Dos confins do nada

Abre

Abre essa porta emperrada
Em cujo batente
Sempre te recusaste
A tocar

Espreita

Deslumbra-te com a
paisagem que sobe até
ao sangue borbulhante
do teu peito em ânsias de amor
impossível

deita-te
no tapete de flores de vidro
cintilantes de perfumes
loucas de músicas
nas pontas dos
dedos
impacientes por
encontrar
o teu perfeito eu
a pincelada da tua alma

descansa

no colo das miragens estivais
nos véus nublados
dos olhos
que nunca viste
mas sempre te viram

ffg

quinta-feira, julho 28, 2011

desastre

esta noite sonhei que da minha janela
que dava para o mar
vi cair aviões,helicópteros e um dirigível
outros aviões cruzavam desesperadamente os ares
sem poderem ajudar

Et Si Tu N'Existais Pas - Joe Dassin Lyrics

domingo, julho 24, 2011

quinta-feira, julho 21, 2011

troveja

Troveja
Troveja
Ainda não
Chove
Talvez não chova

A mulher limpa
As mãos
Ao avental que
Ainda não comprou

Não havia aventais
na loja

a mulher quer um avental
com grandes bolsos
onde se amontoarão
os lenços de papel
os lápis e canetas
com que desenha
papeis de rebuçados

troveja
e
nunca
mais
chove

cães ladram
ao lado
o vizinho da frente tem dois
carrões

de vez em quando passa um idoso
na sua trotinete

esguio
cabelo às cinzas
direito
só se lhe vê
o perfil
não olha para os lados

a trovoada
está mais próxima

a ventoinha faz
um barulho
antipático

Há ruídos
Incessantes
Enervantes

Penso nas
Linhas
Belas coisas
Amo as linhas
Acalmam-me
Enquanto espero
Que a chuva
Desabe sobre
A relva
As flores
As árvores


Um santo com outro
Santo
Ao ombro

Um santo está pendurado

Numa cruz

Dizem que a culpa
É nossa

A mulher volta
A pensar onde
Arranjar um avental

Os aventais dos pintores
Sujam-se de tintas
A mulher gosta
De aventais
De pintores


chove

jardim a oriente


No pequeno jardim voltairiano em forma de C
de cantos em ângulo recto, passo algum tempo do meu dia.
Observo as flores. Há pouco uma borboleta resolveu poisar numa zínia enquanto eu verificava o avanço da idade nalgumas das flores. Ainda a cumprimentei e perguntei-lhe se pensava provocar um tufão na China com um bater de asas. Indiferente continuou a sua refeição.
Ontem da varanda vi um lagarto lentamente a deslizar sobre a relva. Corri a buscar a máquina fotográfica, mas já não fui a tempo, deve ter apressado o passo.
Por volta das cinco da tarde rego as plantas e aproveito para lavar as zonas cimentadas.
Queria começar uma pequena horta mas tenho que me informar como fazê-lo.
Ando também a elaborar ideias sobre materiais para as pinturas. Preciso de um almofariz. Bem que procurei hoje no ikea, mas não encontrei.
Semeei há tempos sementes de papaias. Parece que alguma coisa está a nascer no “viveiro”...
A “alegria da casa” é uma flor que tem acompanhado várias fases da minha vida. Na Ajuda tive uma que se foi mantendo alguns anos e que encontrei na rua. Eram um ramito junto a um muro da rua, caído talvez de alguma varanda. A hera que cobriu grande parte da parede do quintal também foi encontrada na rua.


Aqui, a palmeira que fica na rua junto ao portão sofreu algum empurrão que lhe quebrou a copa. Era tão bonita e elegante.
Já está na hora da rega do jardim.

segunda-feira, julho 18, 2011

escrito

Vive-se noutro planeta
Onde as brisas acariciam os tornozelos
Minúsculas borboletas lilases rodeiam
A orla das saias
As navalhas são de jade
Os cabelos voam sempre ao entardecer

As mesas surgem de cenários impossíveis
Carregadas de sons para neles se mergulharem
As mãos de jasmins
Os pratos enfeitados de alvos sabores
Líquidos invisíveis que fumegam
Sobre as nossas cabeças
De aliens terrestres


À esquerda da direita
Um cravo


ffg

eis

Eu acabo a tua litania com uma flor atrás da orelha
Fulgurante anil reflectido nas íris dos meus olhos
Ausentes das paisagens
Das montanhas em silêncio
Dos mares que rugem

Invento novos ritmos de bambus
Percussões rasas de sons cavos
Harmonias em síncopes esfumadas
E trémulas
Como o calor que sobe das estradas

Corto as copas das árvores com o roçar de leves e olorosas
Cadências

Gosto de fechar os olhos
E ver as formas Oníricas que se
Desenham nas pálpebras interiores
A passagem das sombras de insectos
De capim na sua dança tropical
Os pólens pressentidos
Nos campos onde a alma se deita

O som que se espalha
No céu de brilhos nublados
Levanta-me do sonho desperto
Lento
Volátil

ffg

escrevinhação


Tudo o que for azul será colocado à direita do trono
Seguir-se-ão os amarelos que falam o
francês cantante de Marselha
Os roxos das Páscoas madeirenses
Com glicínias carregadas
De odores que nos lançam nas flutuações
Meteorológicas
Com cintilações de chuvas de granizo
Os vermelhos serão anulados
Pelos verdes flamantes
Como bandeiras lusitanas
Nos altos postes do orgulho nacional

Restarão as luzes velozes
Que conduzem ao outro universo
Longe/perto
Luzes que voam para o vermelho
Para o azul
Para o branco neutral

Quando as folhas das palmeiras gritaram
as dores do vento
Teremos a crucificação do anho
Encolhido na sua doce pelagem de infante
O sangue será o aval da salvação
A carne será digerida pelos fieis
Estáticos
Contra os vitrais dos tempos que
nunca se movem

ffg

terça-feira, junho 28, 2011