aborreço-me de morte
às vezes ando fora do corpo para me sentir mais confortável
sinto-o como um empecilho
no entanto dizem que os corpos são templos
moradas
palácios
o meu é um casebre em
risco de desmoronar
não gosto de pressões
mas parece que
em certa medida
podem prevenir as depressões
quando estiver do outro lado
hei-de cá voltar de vez em quando
para ver como passam as modas
e fazer buuuuuhhh
não vou querer um lençol branco a tapar-me a fluidez
antes tules e mousselines
talvez cetins
cambraias
sedas de teia de aranha
tudo branco
branco
branquíssimo
e
branco
antónio franco alexandre / duende
-
7.
Choro por ti, interminavelmente.
Sem poesia alguma, será que assim fico
mais feminino, diz? Na aula de boxe
hei-de esmagar um crânio, e levantá-lo
n...
Há 14 horas
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