MÚSICAS
Desculpo-me dos outros com o sono da minha filha.
E deito-me a seu lado,
a cabeça em partilha de almofada.
Os sons dos outros lá fora em sinfonia
são violinos agudos bem tocados.
Eu é que me desfaço dos sons deles
e me trabalho noutros sons.
Bartók em relação ao resto.
A minha filha adormecida.
Subitamente sonho-a não em desencontro como eu
das coisas e dos sons, orgulhoso
e dorido Bartók.
Mas nunca como eles
bem tocada
por violinos certos.
Ana Luísa Amaral
Minha Senhora de Quê
egito gonçalves / o anjo do relógio / chartres
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Ainda o vi, o anjo do relógio. Era como Rilke
nos dissera: nada sabia do nosso ser,
sorria no seu pétreo resplendor, apenas
segurando a mensagem da sombr...
Há 1 dia
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