quarta-feira, maio 23, 2012

1:09 e não há sono
volto aqui e não encontro as duas últimas mensagens que coloquei...

foram passear mas amanhã já cá devem estar de novo
Estou deprimida com o montante do IRS

Como podem tirar tanto aos reformados?
a venda nos meus olhos

as ventoinhas



o ego

o centro do mundo
do universo

a dor de cabeça

o barulho dos pensamentos

há uns tempos para cá
lembro-me com frequência de Nova Zelândia

no regresso da ilha do sul
fizemos uma paragem numa vila, à beira mar
ficava enterrada numa das profundas reentrâncias
de que é feita a costa

dum lado o mar acinzentado
do outro as montanhas verdes

fiz vários passeios a pé

andei nos calhaus rolados da praia
fotografei inflorescências como havia
no algarve e que me fascinavam

ainda sinto o vento fresco

o parque de campismo estava junto a um regato

um miúdo apanhava peixes pequenos
pretos
com uma rede em cone
e guardava-os num balde com água

mais tarde percebi que era irmão
duma linda menina a quem chamei little flower

a menina gostava de tagarelar comigo
exibir o vestido
oferecer bolachas

nos pastos havia ovelhas brancas

muito bucólico

pois estas imagens assaltam-me
ultimamente

gosto

segunda-feira, maio 21, 2012

farto-me de fazer rabiscos e macacada no ipad

vou-me divertindo, sabendo que não há nenhum interesse estético nestas experiências


mas pode ser que chegue lá...

por outro lado continuo com a fotografia e suas manipulações
comecei a arrumar papéis
detesto papéis
que não servem para desenhar

no facebook um querido amigo
com base na fotografia do perfil
diz que continuo bonita como sempre

a fotografia é muito antiga

e eu nunca fui bonita

quando o conheci dizia que eu parecia
a Ingrid Bergman...
ahahaha

os olhos vêem o que o coração vê.

ando um tanto aborrecida

parece-me que me estou a esvaziar

de repente nada me interessa, por alguns instantes...

falando de crop circles

estão sempre a aparecer
e nunca mais apanham os autores
tirando aqueles maduros que se denunciaram
mas que não me parece que saberiam fazer alguns desses trabalhos, muito complexos

vou comer qualquer coisa

domingo, maio 20, 2012

Todas as noites vou ver o pássaro que escolheu um arbusto do jardim para dormir.
Costuma chegar pelas 19h.
Refeições cozidas a vapor nuns recipientes de bambú. Excelente sabor.
acordar
às 8 da manhã

o sol passa pelas cortinas
bate de revés
nos meus olhos

o café
no jardim
procurando
as subtis diferenças
na vida de
cada planta

conversa
com deus


terça-feira, janeiro 24, 2012

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Nova Zelandia

Viemos passar o Natal e o Ano Novo com uns amigos em Wellington.
Estivemos uns dias numa reserva natural, na Ilha do Sul.

sábado, dezembro 17, 2011

terça-feira, novembro 22, 2011

segunda-feira, novembro 14, 2011

um "cavalo"

 
Posted by Picasa

sexta-feira, novembro 11, 2011

quarta-feira, novembro 09, 2011

Relógio

http://www.asriran.com/files/fa/news/1389/8/16/155486_922.swf

segunda-feira, novembro 07, 2011

Breaking the Illusion of Limitation

além tejo

Há as planícies com ervas rasteiras
trigos
de vez em quando
árvores que choram sozinhas
girassóis
nuvens no horizonte azul

Cegonhas

Há o rasgão das estradas negras
Os açudes calados

Libélulas iridiscentes
Em valsas silenciosas

Ruínas que já foram habitadas
Quando o macadame era calcado
pelas rodas de carroças e
patas de mulas

há o extinto cantar de vozes

em uníssono

casas brancas
largas chaminés
degraus nas portas rasteiras

e o surdo ruir dos sonhos

ffg

sexta-feira, outubro 21, 2011

isso

no labirinto das palavras
cresceu uma árvore sem folhas

+
dançam
desengonçam-se
fruem
o corpo exalta-se

dançam
riem
bebem
brilham
suam

o corpo não se cansa

+
os barcos vestem-se de preto baço
encostam-se ao cimento dos cais estrangeiros
usam bandeiras de papel
bolsam águas
dejectos
ironias

os barcos perseguem
o holandês
invejam-lhe as velas enfunadas
o deslizar rápido
na escuridão das neblinas

*

o oriental
chora
os destroços das suas posses
apodrecem nas águas invasoras

já não haverá papagaios de papel

na praia cor de ferrugem

+
numa provecta máquina de escrever
o poeta regride no seu longo tempo
passado

arranca à memória os gestos com que teclava
apaga erros com xxx por cima
pára
e ouve a chuva
a ventoinha
o ruído apagado da televisão

rasga a folha

vai à varanda onde
pacientemente a sua
nuvem transportadora o espera

sobe os almofadados degraus
acaricia as minúsculas gotas
das costas onde se reclina

e parte

não creio que regresse

ffg

quarta-feira, outubro 19, 2011

escrito

que dia virá que noite se seguirá em que
as alegrias se desfarão em lágrimas?